Um kit de emergência já pronto parece a solução fácil: uma compra, uma caixa, assunto arrumado. Às vezes é um começo razoável. Mas as listas oficiais incluem coisas que nenhuma caixa pode conter, e os artigos mais importantes são os que tem de tratar por si. Eis como decidir.
O que nenhum kit pronto pode incluir
Vários dos artigos que aparecem em todos, ou quase todos, os 24 guias nacionais que reunimos são pessoais:
| Artigo | Guias |
|---|---|
| Medicação habitual | 24 de 24 |
| Dinheiro em notas pequenas | 24 de 24 |
| Identificação e cópias de documentos | 19 de 24 |
| Números importantes em papel | 17 de 24 |
| Comida para animais | 17 de 24 |
| Leite infantil e comida para bebé | 14 de 24 |
| Óculos de reserva e pilhas para aparelhos auditivos | 8 de 24 |
| Chaves suplentes de casa e do carro | 7 de 24 |
Seja qual for o kit que comprar, isto continua a ser consigo. E é grátis ou quase, por isso comece por aqui de qualquer maneira.
O que verificar num kit pronto
Se está a pensar num kit já montado, compare-o com o essencial das listas oficiais:
- Água. Quantos litros? Os guias contam 2 a 3 litros por pessoa por dia, ou seja, 12 a 18 litros para dois adultos durante três dias. Pesa muito, e poucas mochilas a conseguem levar.
- Comida. Quantas calorias, para quantas pessoas? Um adulto precisa de cerca de 2000 kcal por dia.
- Rádio. Funciona sem corrente elétrica, a pilhas, solar ou de manivela? Os 24 guias incluem um.
- Lanterna. Há uma por pessoa? Usa pilhas normais?
- Estojo de primeiros socorros. Inclui compressas, luvas, tesoura, pinça e termómetro, ou só uns pensos rápidos?
- Prazos de validade da água, da comida e do material médico, e se as recargas se vendem à parte.
Se várias destas respostas forem fracas, está a pagar uma mochila e uns extras, não um kit.
A lógica dos custos
Já tem muita coisa
A maioria das casas já tem cobertores, roupa quente, um canivete, roupa de chuva, um abre-latas, velas e uma lanterna algures. Um kit pronto cobra-lhe versões novas. Montá-lo por si permite contar primeiro o que já tem e depois preencher as falhas. A nossa lista permite assinalar o que já tem.
O básico volumoso é mais barato perto de casa
Água, conservas, alimentos secos, papel higiénico e sabão pesam muito e são baratos em qualquer supermercado. Compre-os aos poucos com as compras normais. O nosso artigo sobre comida que se come sem cozinhar explica o que escolher.
Gaste nas poucas coisas que contam
Os artigos em que vale a pena investir são aqueles de que depende quando tudo o resto para: um rádio, uma lanterna frontal, um estojo de primeiros socorros, um powerbank e uma mochila resistente, se precisar de uma. Uma boa versão de cada dura anos.
Quando um kit pronto faz sentido
- Como ponto de partida para a mochila de emergência. Dezasseis guias recomendam uma mochila pronta junto à porta. Uma mochila já montada pode servir de base, desde que lhe junte documentos, medicação, dinheiro e roupa. Veja a nossa lista para a mochila de emergência.
- Como presente para alguém que não vai montar o seu, com uma nota do que acrescentar.
- Para o carro, onde o espaço é pouco e o kit fica sempre no mesmo sítio.
Encare-o como ponto de partida para sair de casa, não como a sua reserva em casa. Uma reserva para três dias em casa é sobretudo água e comida, que têm lugar num armário, não numa mochila.
Montar o seu, passo a passo
- Hoje, sem gastar nada: escreva os números importantes em papel, tire cópias dos documentos, ponha algum dinheiro de parte, verifique a medicação.
- Esta semana: água e comida para três dias, um abre-latas manual.
- Este mês: rádio, lanternas frontais, pilhas, estojo de primeiros socorros, powerbank.
- Depois: o que o guia do seu país acrescentar, e uma mochila de emergência se precisar.
Demora mais do que uma encomenda, mas fica com um kit à medida da sua casa, do guia do seu país e das coisas que realmente usa. Os nossos artigos em que todos os guias concordam são um bom sítio para começar.